domingo, 30 de setembro de 2007

(...)


O Teatro Mágico
Brilha Onde Estiver

Não há de ser nada, pois sei que a madrugada acaba,
quando a lua se põe
O abraço de vampiro é o sorriso de um amigo e mais
nada
Não há de ser nada, pois sei que a madrugada acaba,
quando a lua se põe
A estrela que eu escolhi não cumpriu com meu pedido e
hoje não a encontrei
Pois caiu no mar, e se apagou
Se souber nadar, faça-me o favor
O milagre que esperei nunca me aconteceu
Quem sabe é só você
Pra trazer o que já é meu
(x2)
Brilha onde estiver
Faz da lágrima o sangue que nos deixa de pé (x2)

domingo, 2 de setembro de 2007

...um lugar ao sol...

Mas às vezes ela se lembrava do barro molhado, corria alegre e assustada para o pátio: mergulhava os dedos naquela mistura fria, muda e constante como uma espera; amassava, amassava, aos poucas ia extraindo formas. Fazia crianças, cavalos, uma mãe com um filho, uma mãe sozinha, uma menina fazendo coisas de barro, um menino descansando, uma menina contente, uma menina vendo se ia chover, uma flor, um cometa de cauda salpicada de areia lavada e faiscante, uma flor murcha com sol por cima, o cemitério do Brejo Alto, uma moça olhando... Muito mais, muito mais. Pequenas formas que nada significavam, mas que eram na realidade misteriosas e calmas. Às vezes alta como uma árvore alta, mas não eram árvores, m:to eram nada...Ás vezes um pequeno objeto de forma quase estrelada, mas sério e cansado como uma pessoa. Um trabalho que jamais acabaria, isso era o que de mais bonito e atento ela já soubera. Pois se ela podia fazer o que existia e o que não existia!... Clarice Lispector
Um lugar ao sol...
E eu nessa mistura?
E eu? O que fazer? Como fazer??
E o Sol??
E o lugar??